Acho graça das respostas de políticos e empresários envolvidos em escândalos de corrupção no Brasil. Sempre negam, não importa se o pegaram com a mão no bolo e a boca cheia e suja. Como se apenas negar já o absolvesse instantaneamente.
O que indigna é que não importa o quanto o ato de corrupção seja um fato conhecido e corriqueiro, é quase impossível fazer com que alguém, que descaradamente roubou o dinheiro de todos nós brasileiros, pague por isso. São tantos recursos, tantas brechas, e eles ainda podem usar e abusar de suas influências (inclusive no judiciário) e do espólio de nosso suor para pagar sua defesa.
Somos um país de gente acostumada a baixar e menear a cabeça quando atingidos por injustiças. Melhor, fazemos piada! Afinal, todos nós contra um punhado de poderosos inalcançáveis, insuperáveis. Que alegam que podem fazer o que bem entendem, pois possuem dinheiro, possuem linhagem, e/ou possuem nosso aval (através da "vontade do povo" refletida nas urnas), são portanto, legitimados a nos possuírem.
Somos pessoas miseráveis vivendo num país riquíssimo, de onde esses poderosos conseguem extirpar até o último recurso, seja ele natural ou fruto da nossa labuta, sem nenhum sentimento de culpa ou medo de que tudo isso possa acabar de vez.
A impunidade parece a única coisa confirmada, num país que elege tantos políticos reconhecidamente corruptos. Onde a frase "rouba, mas faz" é aceitável e desejável até, melhor do que o que só rouba.
É lamentável que mesmo com o que está vindo às claras nesse últimos tempos (que não deve ser da missa a metade, como dizem), nós já tão habituados a aceitar que tudo acabe em pizza. Estejamos conformadamente esperando a conta, afinal, somos nós que pagaremos por mais esse banquete. Aliás, já estamos pagando.
Imagino que por trás de todos esses escândalos exista alguém (possivelmente um grupo de pessoas) muito poderoso com interesse de que seja de conhecimento geral todos esses casos de mal uso de nossos recursos e/ou do poder que designamos cegamente aos que nos representam. Mas, com que intuito? Será interesse político de derrubar os que estão desfrutando do poder agora, para então ascender ao poder (simples demais né?)? Será que é um plano elaborado para nos distrair de algo muito maior e assombroso? Será que é só mais um faz de conta nessa terra-de-ninguém? Bem, vamos torcer para que não se tenha nenhum objetivo obscuro e que se esteja mesmo querendo fazer justiça, mesmo que seja o mais improvável.
Só nos resta fazer um esforço. Reivindicar imparcialidade. E educar ao nosso povo a praticar e valorizar mais a honestidade, e se reconhecer não só como mais um número nas urnas, mas como recurso para poder melhorar sua vida, e o lugar onde vive: o mundo!
E com isso finalizo com a conclusão que todo mundo já sabe: a solução está na educação! E não estou falando da vida escolástica exclusivamente. Falo principalmente de uma educação política, que desestigmatize a política. Algo que faz parte do nosso dia-a-dia. E que é o que torna nossa vida em sociedade possível.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
O que todo mundo sabe, mas finge não saber (a respeito da corrupção)
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015
O vergonhoso descaso com o próximo num país dito de cristãos
Pobreza e ignorância quase nunca é escolha. Mas para algumas pessoas é quase como uma doença contagiosa. Não chega perto de pobre, e se vangloria de ser educado (no sentido de ter estudado). Separando-se dos demais "miseráveis". Quase sempre atirando pedras aos que tentam pôr luz nos problemas sociais mostrando que muito disso é culpa do nosso descaso, nossa separação com relação ao outro humano, o que sofre as injúrias de maus governos, consequência de atitudes que não mudam há séculos.
Claro que eu tenho medo de ser assaltada, ou sofrer qualquer forma de violência por parte dos marginais que a nossa sociedade criou. Mas isso não quer dizer que eu concordo que essas pessoas praticam violência porque nasceram pra isso. Nada do que iremos fazer é definido no nascimento, ou antes disso. Retire os bens materiais de um grupo, não os dê condições de viver dignamente, os isole do resto da sociedade, os diminuindo como indivíduos por um bom tempo, prive-os de oportunidade de crescimento pessoal ou de comunidade, e você terá, possivelmente, o mesmo resultado que temos hoje com a maioria (não todos!) dos pobres que moram em favelas ou periferias, e não só daqui, mas talvez do mundo.
Muitas pessoas não fazem ideia de como surgem diferenças sociais, e principalmente, de como essas diferenças se sustentam ao longo do tempo. E não se importam nada com isso. Porque elas estão bem, e é isso o que interessa no fim das contas. Sei que o moleque que mata para assaltar é assustador, mas pense nele como produto de uma máquina ainda mais assustadora. E pense que você é uma peça dessa máquina. Sente-se a vontade com isso? Continua se abstendo de culpa e desejando que esse "produto" simplesmente "deixe de existir"? Melhor começar a ver o outro como responsabilidade nossa. Se importar com o outro é o que cura a sociedade, é o que pode consertar a máquina para que gere melhores produtos. É como com o planeta, cada um fazendo sua parte!
Ps: Engraçado essa coisa de "feedback", antes se lia apenas o texto do jornalista ou colaborador de uma revista ou jornal. Caso você não discutisse o assunto com alguém, aquilo ficaria só pra você. Não geraria mais debate. Hoje, qualquer um (até quem não tem opinião a respeito do assunto) pode comentar um texto. E muitas vezes alguns comentários de poucas linhas são até mais interessantes que uma página inteira sobre o tema. Como também, em muitos casos, não se encontra nada de útil nessas respostas. Só alfinetadas políticas (de politicagem: "coxinhas" x "petralhas") ou qualquer baboseira ainda mais insignificante ou repugnante. As vezes o autor lhe causa um espanto, como neste texto onde soube da morte ignorada do garoto Christian Andrade, de 13 anos que tentava proteger uma idosa. Aquilo te dá um nó na garganta. Um sentimento de impotência diante dos fatos sob os quais não se tem poder algum, pois já passou, e a morte não se cura. Daí um comentário desperta sua fúria, quando tenta jogar tudo de volta para escuridão alegando ser tudo só falácia. Lembro das pessoas que dizem "Tá com pena? Leva pra casa então!" a respeito dos marginais. Fico aqui pensando, que muito "marginal" tem mais coração do que muita gente tida como "de bem".
Ps: Engraçado essa coisa de "feedback", antes se lia apenas o texto do jornalista ou colaborador de uma revista ou jornal. Caso você não discutisse o assunto com alguém, aquilo ficaria só pra você. Não geraria mais debate. Hoje, qualquer um (até quem não tem opinião a respeito do assunto) pode comentar um texto. E muitas vezes alguns comentários de poucas linhas são até mais interessantes que uma página inteira sobre o tema. Como também, em muitos casos, não se encontra nada de útil nessas respostas. Só alfinetadas políticas (de politicagem: "coxinhas" x "petralhas") ou qualquer baboseira ainda mais insignificante ou repugnante. As vezes o autor lhe causa um espanto, como neste texto onde soube da morte ignorada do garoto Christian Andrade, de 13 anos que tentava proteger uma idosa. Aquilo te dá um nó na garganta. Um sentimento de impotência diante dos fatos sob os quais não se tem poder algum, pois já passou, e a morte não se cura. Daí um comentário desperta sua fúria, quando tenta jogar tudo de volta para escuridão alegando ser tudo só falácia. Lembro das pessoas que dizem "Tá com pena? Leva pra casa então!" a respeito dos marginais. Fico aqui pensando, que muito "marginal" tem mais coração do que muita gente tida como "de bem".
Reflexão sobre o texto e comentários do link: Baile do medo de Marcelo Freixo
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