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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A resposta para todos os problemas do mundo

Quem não queria ter a resposta para todos os problemas do mundo?! Uma resposta simples, um método passo-à-passo, infalível que resolvesse tudo, e que nos deixasse, finalmente, viver em paz uns com os outros. A gente procura, nas ideologias políticas, nas religiões, na Academia. E o que encontramos são fragmentos do que pode vir a ser uma estrutura para uma sociedade melhor. Cada um de nós sabe o que precisamos como coletivo, porém, é nos processos que divergimos. Ultimamente, me deixa triste ver as pessoas discutindo problemas dos quais nada entendem, como discutem futebol. "Fulano e beltrano, um contra o outro, quem irá ganhar? Quem sairá humilhado pelo poder de retórica do adversário?" Quando o que deveríamos mesmo era ouvir um ao outro, sem briga, sem picuinhas. E perceber possíveis soluções nos argumentos alheios.
Não seja tolo de achar que um lado está completamente certo, e é detentor do cetro da verdade absoluta, isso não existe! Nós somos seres humanos, logo, falíveis! Nem computadores, ou mesmo deuses são isentos de erro. Você pode ter certeza de que algo irá dar certo, mas só a prática e o tempo podem confirmar isso.
Todos concordamos, por exemplo, que o sistema político brasileiro não está mais funcionando. Engessadas as engrenagens da "democracia" com uma camada grossa de sujeira e lama. Para ser um político relevante é necessário que aceite ser financiado pelo sistema privado, que por sua vez só consegue obter o sucesso que almeja, e facilitar sua gestão, financiando políticos, que uma vez eleitos, trabalharão em benefício deles. 
Para estar a frente do país é necessário que se tenha a maioria a favor, e como isso pode acontecer? Fácil! Basta comprá-los, porque não há ninguém interessado em seus planejamentos políticos, cada um está interessado em si mesmo. E se fossem só os políticos! Quem reclama deles, não enxerga sua própria corrupção. Somos todos corruptos, e o que nos diferencia uns dos outros, na maior parte dos casos, é apenas a oportunidade. Quanto você estaria disposto a comprometer de sua felicidade em benefício dos outros (entendendo por outros, todas as pessoas fora do seu círculo social, que não são nem seus conhecidos)? Pois é! É natural que nos importemos apenas com os nossos parentes, amigos e conhecidos mais próximos, além de nós mesmos. Mas por quê? Por que vivermos como bandos separados? Porque ver quem pensa diferente como inimigo? Por que privar essas pessoas dos direitos que queremos para nós mesmos? Não somos, por fim, muito diferentes dos nossos antepassados, que não tinham se descoberto como indivíduos ainda, e matavam uns aos outros porque não sabiam cooperar para um bem comum, não sabiam dividir uma fonte de água ou de comida, ou mesmo melhores abrigos contra predadores... Nada mudou, não evoluímos nada, nem como humanos, ou brasileiros. O que me espanta, é que seres inteligentes que somos, não tenhamos conseguido perceber coisas tão simples.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

A importância de aprender a se questionar

Lá para os idos de 2004 eu era uma garota de 17 anos com muitos interesses, e claro, nenhum conhecimento de nada do mundo, da internet (que começava a usar) e menos ainda de pessoas. Posso afirmar que como muitos adolescentes, me sentia super inteligente e "sábia", mas, vamos falar a verdade: eu era uma das pessoas mais ingênuas que você poderia ter conhecido. Acreditava em tudo, basicamente porque não questionava, não sabia questionar, e não sabia que precisava questionar. Portanto, como é de se esperar caí em promoções do tipo "você é o visitante de número sei lá quanto, e ganhou um milhão de reais", ainda existe isso? Fui expulsa de um grupo do Yahoo! sobre literatura vampiresca (não me julguem, isso foi aaaanos antes de Twilight) porque compartilhei uma corrente sobre o perigo de ser sequestrado e ter seus órgãos retirados de você para comercialização no mercado negro. Pois é... como disse: ingênua. Bem, se eu tivesse sido apenas expulsa, sem justificativa, talvez não tivesse começado a entender uma das maiores lições que devemos aprender na internet (na internet não, no mundo): não acredite em tudo que te dizem! O moderador daquele grupo me humilhou por conta desse erro de principiante, e aquilo não sairá jamais de minha mente. Já por volta de 2006, caí numa armadilha de um cara que tinha uma comunidade de "discussões" no Orkut (no caso desta, leia tretas mesmo). O assunto? Casamento homossexual, eu era a presa perfeita, sempre defensora dos direitos das minorias, uma criança que não sabia argumentar (na verdade, até hoje não sei) e que ficava muito nervosa em frente de preconceitos (ainda fico). Pois bem, o circo estava armado. O cara que foi meu oponente era alguém que se escondia por trás de um avatar genérico, nunca precisou revelar seu nome para me desmoralizar. Chorei por um mês inteiro por conta disso. Não só tinha perdido a argumentação para aquele ser movido a ódio, como tinha notado que tinha sido enganada mais uma vez. Pois tinha servido ao propósito do perverso dono daquela comunidade. E claro, ele mesmo era contra o casamento gay, e os gays em geral. Mais recentemente, alguém postou, já no Facebook, uma imagem com um procedimento de primeiros-socorros para cães, sugerindo que algum remédio deveria ser administrado em certo caso. Lembro de ter compartilhado, e ver meu mundo cair de novo, porque alguém me alertou que tal remédio nunca deveria ser administrado para animais, e essa pessoa tinha perguntado ao amigo veterinário. Fui enganada mais uma porção de vezes, tanto na internet como no mundo offline. O sentimento de vergonha e culpa por ser tão estúpida é inevitável nesses casos. Até pouco tempo essa ideia de questionar a tudo, não era algo enraizado em mim. Parece que quando essa ideia finalmente consegue seu caminho dentro de nossa vida, é um caminho sem volta. Você vai questionar tudo e todos, mas não por birra, é mais como um mecanismo de defesa. Eu realmente não gosto de ser enganada, ou de estar enganada. Servir a propósitos secretos de pessoas megalomaníacas, ou coisas do tipo, não faz meu estilo. Então, meu conselho é que tomem cuidado com o que compartilham, seja nas redes sociais, seja com pessoas do seu convívio. Além de poder estar sendo manipulado, ou só motivo de chacota para alguém, você pode mesmo estar prejudicando outras pessoas com informações erradas. Não ceda ao apelo da facilidade em clicar "compartilhar". Se você não vê porque alguém estaria mentindo para você sobre aquilo, não suponha automaticamente que aquilo, então, é verdade. Se acha que é realmente relevante, pesquise a respeito, não veja só uma linha de pensamento, tire suas próprias conclusões, e aí sim, se pensa que vale a pena, compartilhe com as pessoas que você acha que podem se interessar. Lembre-se que nem tudo é digno de ser passado adiante.

Alguns links para reflexão sobre um caso bizarro que ocorreu em 2014 com consequências catastróficas. Não leia se for uma pessoa sensível:

https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2014/05/07/mulher-foi-linchada-apos-oferecer-fruta-a-crianca.htm
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/dona-de-casa-espancada-apos-boatos-facebook-morre-hospital.html

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Vamos às claras!

Ando refletindo sobre a necessidade social da mentira ultimamente. Quando me vejo, mais uma vez, convivendo com pessoas que mentem. Mentem para se proteger, para manipular (não de uma forma maquiavélica), ou apenas porque não sabe que o que fala é mentira.
É inquestionável que a vida em sociedade se tornaria impossível sem que pudéssemos esconder uns dos outros o que realmente pensamos, o que queremos, ou ainda o que fazemos. Eu, ainda que abomine mentir, preciso, vez ou outra usar desse artifício, quer para não magoar alguém com quem me importo, quer para tornar alguma situação favorável para a pessoa e para mim. Como disse, abomino e não me orgulho de forma alguma disso. Não sei se foi mais uma lição aprendida à força, ou se é algo genético. Mas tendo a ser assim, demasiadamente honesta. E isso também é um fardo. Sendo que tendo a falar o que penso, sem que me seja pedido. E muitas vezes isso só serve para machucar o interlocutor, e me deixar envergonhada do meu desserviço.
Penso agora na utilidade da verdade, assim como na utilidade do mentir. Quando solto a verdade na cara de alguém, assim crua e fria, neste momento, sempre imagino que estou lhe prestando um favor. Esta pessoa -penso eu- deve entender que, na minha opinião, o que ela fez não está certo, ou coisa do tipo. MAS QUEM DIABOS SOU EU PARA DIZER O QUE É CERTO A QUEM QUER QUE SEJA? Isso é o que eu deveria lembrar a mim mesma nesses momentos, antes de bater o arrependimento pela honestidade gratuita.
Outra coisa que me faz refletir bastante é que nem sempre quem mente, sabe que está a ludibriar alguém. Porque, primeiramente, está a enganar a si mesmo. Há um tempo atrás, sofria deste mal, além de tantos outros. Imaginava e criava vilões para minha história, algozes que só existiam na minha cabeça. Pessoas que no mundo real só queriam meu bem, eram transformados em monstros devoradores de sonhos. Naquela época, posso afirmar a quem me lê, eu não sabia que era a mim mesma a quem eu deveria temer. E era eu quem merecia umas boas verdades jogadas na cara. Ao estilo do que teimo em fazer agora com as pessoas que amo. Será que é uma forma de compensar?! Bem, só espero que eu tenha sapiência que nem sempre é necessário falar a verdade, e eu não preciso mentir também, é só fechar a boca. No final das contas, deixar com que o outro perceba seu erro, afinal, todo mundo tem seu próprio tempo pra isso (ou não).
Sabe uma coisa muito difícil e é quase impossível pra muita gente? Assumir os próprios erros! Mas a verdade em alguns casos pode ser o que se necessita. Por tanto, reflita se não é a melhor coisa a ser feita. Para mim é o que separa uma criança de um adulto. Infelizmente, vejo muita gente grande agindo como criança. E como eles se refletem na gente, temo que os pequenos de hoje, possam nunca aprender o valor da honestidade.