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quarta-feira, 30 de junho de 2021

Passagem

 Estava eu dando uma "sacada" nos textos antigos desse blog. E a essa altura, até o mais recente já é antigo. Afinal, vivemos na cultura do imediatismo, e o texto é de fevereiro deste ano. E por incrível que pareça, já lhe falta tópicos importantes que conheci após sua escrita. 

Pois bem, eu costumo dizer que gosto de escrever. Aliás, eu amo escrever! Mesmo que eu não considere que faço isso bem, não importa, pois é algo que me faz sentir presente, me faz sentir contribuindo. Sinto uma conexão com outras pessoas, mesmo que ninguém leia, ninguém comente comigo. Seja uma frase, uma poesia, um conto, textos como os que costumo publicar aqui. Ando até com ambição de voltar a escrever pequenos contos, talvez até um romance. Já as poesias não me apetecem tanto mais. Aliás, quero fazer música ao invés disso, alguém se habilita a me acompanhar em composições? Ah, eu não sei quase nada sobre música. Mas tenho estudado de leve sobre compor. 

Bem, voltando: escrever é algo que me interessa, com o qual tenho facilidade, me faz feliz, e no entanto, eu não faço com frequência. E não é por não ter o que dizer. É de minha natureza SEMPRE ter algo sobre o que falar. Mesmo que sejam só questionamentos, especulações... Eu aprendo através da comunicação. E eu tenho preferência pela escrita. Onde eu posso frear a velocidade dos meus pensamentos. Posso escolher sobre o que é melhor falar. Não vou me preocupar em estar tomando o tempo de ninguém. Afinal, só vai ler quem quer, não é mesmo?!

Eu sempre me surpreendo com a quantidade de assuntos que sinto vontade de abordar, apresentar a outras pessoas. A quantidade de descobertas, de interesses! Frequentemente lamento por não poder conversar sobre tudo isso o dia inteiro com alguém, ou mais de um alguém. As pessoas que têm um contato constante, ou mesmo esporádico comigo, sabem do que tô falando. 

Então, a ideia de criar um site onde eu possa depositar toda essa "verborragia", como chama meu terapeuta, aparece vez ou outra. E não, eu não sinto que um blog fosse a ferramenta adequada pra isso. Eu precisaria categorizar, e blogs não são muito práticos pra isso. Algumas pessoas sugeriram que eu usasse as redes sociais com essa finalidade. Claro, manejando para não me afetar tanto num ambiente tóxico e negativo. Mas costumo responder que não é sobre o alcance do que digo, é sobre a liberdade de falar sobre o que eu quiser, sem medo de hater, sem preocupação com conteúdo, engajamento. Que, diga-se de passagem, me mata nas redes sociais. Não sei lidar com rejeição, porque tenho a maturidade emocional de um bebê. Isso não quer dizer que as pessoas não podem discordar de mim, não é isso! É mais sobre a necessidade de interação humana, de me conectar mesmo. E as redes sociais, apesar de tornar isso possível. O faz de uma forma superficial, insatisfatória para mim. E que dá margem pra muito mal entendido, com os quais ainda não sei lidar. No fim das contas é internet. Ninguém tem tempo pra parar e ouvir e entender o outro.

Além do mais, é humanamente impossível interagir num nível de conexão profunda com todo mundo na internet, eu sei! Acredito mesmo que tenhamos que escolher as pessoas com quem valem a pena se conectar de qualquer forma que seja. É só que eu ainda não aprendi a fazer isso direito. E acabo por vezes derramando minha atenção nas pessoas. E elas, compreensivelmente, não têm tempo a perder. Nem todo mundo com quem interajo é assim. A maioria me dá bastante atenção. A qual sinto que não mereço, e não puxo conversa com a pessoa depois, pra não abusar de sua boa vontade/não incomodar. Pelamordedeos, alguém diga que também se sente assim!

Se eu conseguir realmente criar esse site. A proposta é alimentá-lo todo dia, com coisas que me fascinaram, despertaram minha curiosidade, etc. Servindo, além de um espaço para eu consolidar pensamentos, guardar informações... Um lugar para divulgação de coisas que eu considero úteis e/ou fantásticas de alguma forma. Certamente tendo algo de útil pra outras pessoas também, assim espero!

Esse texto está servindo de uma justificativa de porque não faço isso nas redes sociais, ou mesmo aqui! Que assim seja então!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Vibração

Tudo no universo vibra, mesmo o que parece completamente parado, vibra num nível molecular... E com essa reflexão eu quero começar uma atualização aqui neste blog.

Eu nunca mudei tanto antes, ou de alguma forma me movi, como durante essa quarentena. E falo quarentena porque tenho realmente permanecido distante fisicamente de todas as pessoas, até das mais queridas, exceto é claro, do meu companheiro. Isso porque tenho essa possibilidade, de estudar de casa, e sem trabalhar, a não ser nas tarefas domésticas e atividades de manutenção de vida. Da nossa, e dos seres que aqui cuidamos. Que devo lembrar sempre, mesmo que eu não o faça bem e regularmente, é um trabalho válido e necessário.

Talvez pelo apoio recebido, do meu companheiro, meu terapeuta, professores, novos e velhos amigos... Talvez pela curiosidade e vontade de me encontrar na equação da vida. Tenho aprendido mais do que nunca! Reconhecido o que são problemas, e o que me fizeram enxergar como tal. Aceitar a vida como ela se apresenta é uma luta constante, mas se prova a coisa certa a se fazer, de novo e de novo. 

Claro que não estou falando de aceitar o que posso mudar, como esse desgoverno e esse adormecimento às questões urgentes que dizem respeito à manutenção da vida na Terra, e da Terra. Não, não isso, mas de coisas com as quais vale mais a pena acolher que lutar contra. Vale mais a pena aceitar que condenar e tentar mudar a todo custo, ou reprimir.

Cresci espiritualmente, de uma pessoa ateia, antes quase fanática, a alguém que entende que a vida em si é uma divindade, e que TUDO é vivo, dentro e ao redor de nós. 

Cresci, e continuo trabalhando para crescer mais, no meu relacionamento afetivo. Entendendo nossas limitações e necessidades. Estudando sobre como aprendemos a amar, e que cada um ama e se sente amado de forma diferente. E principalmente, que não se deve esperar que o outro te dê o amor que você se deve. 

Apesar dos golpes constantes, e talvez até por conta destes, minha vontade de estudar Agroecologia, e trabalhar com comunicação e educação ambiental só cresce, pois a necessidade se faz cada vez maior e mais presente. E tão urgente que está atrasada uns 30 anos...

E com isso, venho aqui apenas para recomendar palestras e entrevistas com o Professor Antônio Donato Nobre sobre Mudanças Climáticas, sobre a importância de se ouvir os povos tradicionais e seus conhecimentos a cerca da vida nesse organismo vivo que é a Terra, sobre a nossa desconexão com Ela, sobre em como chegamos aqui, e principalmente, do que precisamos fazer para parar de trabalhar contra a vida, e trabalhar em seu favor!

Primeiro uma pesquisa sobre o nome de Antônio Nobre no Youtube já te trará uma grande quantidade de vídeos de dimensões diferentes, mas riquíssimos em conteúdo e importância para o entendimento de nossa condição humana e dos processos que acontecem na natureza. Dos quais o ser humano "civilizado" precisou investigar para aprender, quando os povos e culturas tradicionais, que não perderam a conexão com a Terra, conheciam e sempre estiveram dispostos a partilhar generosamente com seus irmãos desconectados.

https://www.youtube.com/results?search_query=antonio+nobre

Programa Córtex, uma conversa em tempo real com o Antônio Nobre no INPE. Imperdível!

https://www.youtube.com/watch?v=_9-fia-bdlo

Entrevista (palestra?) sobre Mudanças climáticas e a Terra como organismo vivo e os estudos a respeito da mesma.

https://www.youtube.com/watch?v=FkDaQXlrHyA

Conversa entre Ailton Krenak e Antonio Nobre para reflexões sobre Gaia (Terra).

https://www.youtube.com/watch?v=ozOla97mP9Y

 Eu diria assistam todos, é o que estou fazendo aos poucos.

 Descobrir o trabalho dele, como divulgador científico, e uma pessoa que faz tantas conexões, tão inesperado para um cientista, mas muito alinhado com a visão sistêmica da Agroecologia como ciência, me deixou fascinada e estou vibrando desde então. Tenho a impressão que o norte que eu busco, está se estabilizando, e que eu só preciso colocar o pé no chão e começar a andar.

Que meus passos também possam inspirar outros. Que o "trabalho de formiguinha" , não seja visto de forma pejorativa como hoje, mas como uma ação válida e constante para o alcance coletivo do que se faz tão mais urgente e necessário a cada dia que passa, a cada decisão e ação de gigante que vão contra as regras de colaboração e diversidade da natureza. Porque sozinho o esforço é grande e dispendioso, mas juntos podemos mover o mundo!