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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Agrotóxicos e transgênicos, sua relação com as mudanças climáticas e o potencial do Brasil numa prática regenerativa

Hoje o Brasil é o segundo país a usar mais sementes transgênicas, e o maior no uso de agrotóxicos, inclusive o segundo maior consumidor de agrotóxicos proibidos em outros lugares do mundo. Mas o que é produzido no país? E mais importante, a quem é destinada essa produção? 

Aqui, como em outros países da América latina, e outros países subdesenvolvidos no globo, produz-se commodities agrícolas, entre outros. Que em geral são exportados para os mesmos países que proíbem o uso de agrotóxicos e transgênicos em suas terras. Mas, curiosamente, permitem a importação de produtos transgênicos, e em que foram usados os mesmos agrotóxicos proibidos por lá. Fazendo de países como o nosso, os chamados "celeiros do mundo", pela alta taxa de produção de grãos.

Mesmo com essa alcunha, aparentemente tão importante e simbólica, esses países permanecem miseráveis. Produzir mais alimento para o mundo, além de não promover nosso crescimento econômico, tem exaurido nossos bens naturais. Como:

  • a biodiversidade, tanto vegetal quanto animal, com o desmatamento de florestas para a implantação de monocultura em larga escala; 
  • o solo, que passa de um deserto verde, com as monoculturas, a deserto no sentido literal, por esgotamento deste, em poucos anos de mau uso; 
  • a água, dos recursos mais importantes! Motivo para a vida nesse planeta ser possível. 

A agricultura é responsável por mais de 60% do consumo de água doce no mundo. No Brasil esse número aumenta para 70%. Água essa que se torna contaminada pelos produtos químicos usados, que acabam chegando aos nossos rios, lençóis freáticos e até os oceanos. 

Concluímos portanto que o agronegócio é a prática de troca da vida por dinheiro. Para a sustentação de um modelo de negócio que se baseia, principalmente, na produção de alimento para a pecuária, e na própria pecuária em si. Como no caso da soja e o milho, dois dos produtos mais plantados no Brasil, que são voltados para a alimentação animal na pecuária. Que é um dos maiores causadores de gases do efeito estufa. Nosso país, como um dos maiores exportadores de carne, é portanto, um dos maiores contribuidores para as mudanças climáticas. Com as práticas de destruição de florestas para instalação de monoculturas e pastagens. 

Nos últimos anos, o descaso do poder público com o meio ambiente e os territórios dos povos tradicionais, aumentou o desmatamento ilegal e as queimadas da mata restante, principalmente nos biomas da Amazônia e Cerrado. Ameaçando, não só a existência desses biomas e sua biodiversidade, mas a própria vida no planeta. Uma vez que retiradas as florestas, é questão de tempo para os desertos se consolidarem. Sem floresta, não há chuva. Os oceanos vão retirar a umidade dos continentes, causando secas, aumento da temperatura do planeta, e fenômenos como tufões, tornados, enchentes, secas, tempestades, invernos rigorosos e outros desastres naturais. Que são só alguns dos exemplos do que veremos cada vez mais, enquanto navegamos por um clima, não mais tão cômodo pra vida. Isso tudo virá associado a uma massiva extinção de espécies alimentícias, além de fauna e flora silvestre. E consequente fome, com um maior agravamento da pobreza no mundo. Esse é o período geológico causado pelo humano, o Antropoceno. Resultado de séculos de colonização do resto do mundo pelos europeus, dois séculos de industrialização, e menos de um século da Revolução verde.

E ainda nem adicionamos à equação o fator humano. Antes da Revolução verde realmente se consolidar no Brasil, a população rural e urbana era equilibrada. A maioria dos brasileiros viviam no campo nos anos 60s, 55,3%. Em dez anos, o oposto acontecia, e a maioria da população se tornaria urbana, 55,9%. De lá para cá, apenas cerca de 15,6% da população se encontra em regiões rurais. Isso é resultado direto do Agronegócio. Vários fatores contribuíram para isso. Entre eles:

  • a instalação de grandes latifúndios com maquinários e tecnologias que dispensam muita mão de obra;
  • o aumento na ocorrência das ditas "pragas" e doenças das lavouras, como consequência do uso desses agrotóxicos;
  • contaminação das sementes crioulas (sementes selecionadas e plantadas por agricultores e passadas por gerações) por polinização cruzada com as sementes transgênicas, causando alterações inesperadas e desvantajosas;
  • falta de constância das chuvas, e aumento na ocorrência de fenômenos ligados às mudanças climáticas, como secas prolongadas e geadas fora de tempo; 
  • propaganda e educação financiada pelo próprio Agronegócio (no Brasil desde os anos 40 com a Fundação Rockfeller e seu programa de extensão e educação rural), com práticas tradicionais de agricultura sendo rebaixadas como "atrasadas" e inadequadas para a modernidade, e o estímulo para a "modernização" do campo;
  • desvalorização do trabalho no campo, tido como muito duro, e adequado apenas à pessoas sem educação formal. Desestimulando assim a permanência dos jovens, principalmente de territórios tradicionais, em suas comunidades. Que por falta de autoestima e melhor alternativa de sobrevivência, acabam migrando para os centros urbanos;
  • falta de estrutura e apoio do estado para agricultura familiar e área rural em geral, entre outros.

É esperado que pouco mais que 15% da população trabalhe para alimentar todo o restante, em condições precárias e sem valorização de seu trabalho e dos frutos do seu esforço. Não é de se admirar que as novas gerações procurem se educar em campos não voltados a agricultura, e abandonem a zona rural em busca de oportunidade melhor de vida nas cidades. O que acaba por gerar e aumentar os problemas nos centros urbanos, como falta de estrutura, saneamento básico, saúde, educação, criminalidade, etc.

Possíveis Soluções

O Brasil existe como um país rico em bens naturais que poderia ser uma potência econômica mundial. E mais importante, um exemplo de como desfrutar bem de toda essa riqueza natural, sem nunca esgotá-la, e tendo um povo vivendo bem desses, e por esses recursos. Para isso podemos trocar o Agronegócio, que só envenena, empobrece e não alimenta nossa população, por Ecoturismo e Turismo agroecológico.  Mantendo nossas reservas naturais, melhorando a vida das comunidades que vivem nesses territórios, sua autoestima e renda. Resolvendo o problema de evasão rural, e por consequência,  melhorando as condições nas cidades. 

Com isso, as terras, antes usadas pelo latifúndio, poderiam finalmente ser distribuídas, através da tão esperada e atrasada Reforma Agrária, e regeneradas com práticas como Permacultura e  Agrofloresta Sintrópica. Num esforço de recuperar nossos biomas, enquanto produzindo comida saudável, local, diversa e economicamente mais viável, do que as práticas agrícolas atuais. Essa mudança não é só possível, como existente atualmente em pequena escala. Hoje movimentos camponeses como o MST já trabalham de forma agroecológica. E, pelo menos 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros vem da agricultura familiar, e não de grandes latifúndios. Claro que um esforço para capacitação de uma assistência técnica e financiamento inicial se faria necessário e indispensável. 

Seria essencial uma prática de educação socioambiental, e implementação de programas como: práticas de agricultura urbana; saneamento básico com reciclagem de água e lixo; implantação do uso de energias ditas limpas; reeducação alimentar favorecendo o consumo de alimentos não processados e a redução do consumo de animais; implementação de melhoria dos transportes coletivos nas cidades; melhoria no planejamento urbano, e por fim, e não menos importante, um sistema de educação voltado para a cooperação e valorização da diversidade, de ideias, de corpos, de origens, e não mais na competição e padronização. 

Uma interação maior das pessoas com seus territórios e sua natureza, melhorando seu convívio com a Terra, nos curando da ideia de que estamos de alguma forma, separados da vida no planeta. Nos fazendo entender que como parte dessa vida, e como ser racional, que pode planejar seus atos, podemos contribuir pra sua manutenção e melhoria. Mesmo assim, sem dar as costas para o progresso científico e a modernidade. Porém nesse modelo, cada um teria seu papel na mudança. Ninguém esperaria apenas pelo Estado ou empresários. Seriam necessários grandes sacrifícios, responsabilidades e tempo para adaptação e observação de resultados. 

Uma das maiores lições na Agroecologia é que o tempo da Terra é diferente do tempo humano. Se queremos algo rápido, fácil, e portanto lucrativo economicamente, podemos estar sacrificando o nosso tempo como espécie no planeta e também como indivíduos. E no processo, sacrificando outras espécies. A Terra tem suas atividades de autorregulação, é resiliente... Mas passamos dos limites de estresse que poderíamos causar a esse organismo, do qual ele pudesse se recuperar. Estamos falando agora de uma Terra que passa por um quadro de redução de saúde, que a levaria, fazendo um paralelo com o corpo humano, a UTI. Queremos retribuir à divindade da Vida, transformando esse ser tão generoso e estatisticamente improvável, com seu clima perfeito à vida como conhecemos, em mais um planeta estéril nesse Sistema?! A vida é o que faz a própria vida possível no planeta! Tudo funciona igual ao nosso corpo, com processos de regulação minuciosos. E são esses processos que estão sendo quebrados por nossas ações como espécie. Não é mais possível decidir por não fazer nada, e não é nada inteligente continuar ignorando o chamado para a mudança e ação!

 Fontes consultadas (de leve, não muito cientificamente):

AGROTÓXICOS, SEMENTES TRANSGÊNICAS E NOVAS BIOTECNOLOGIAS - http://revistas.aba-agroecologia.org.br/index.php/rbagroecologia/article/view/22988/14276

PROPRIEDADE MONOPOLISTA DE SEMENTES: DO BEM COMUM À
 
A BIOTECNOLOGIA E SEUS USOS ENTRE SEMENTES CRIOULAS E TRANSGÊNICAS:DUAS FACES DA TECNOLOGIA E UM CASO PARA A BIOÉTICA - https://revistas.unicentro.br/index.php/guaiaraca/article/view/6142/4242
 
O AQUECIMENTO GLOBAL E A TEORIA DE GAIA: SUBSÍDIOS PARA UM DEBATE DAS CAUSAS E CONSEQÜÊNCIAS - https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/climatologia/article/view/720

PERCEPÇÃO DOS AGRICULTORES EM RELAÇÃO AO USO DE AGROTÓXICOS E SEMENTES TRANSGÊNICAS - http://tede.unioeste.br/bitstream/tede/4034/5/Gislaine_Santos_2018

Brasil é 2º maior comprador de agrotóxicos proibidos na Europa - https://ciclovivo.com.br/vida-sustentavel/alimentacao/brasil-e-2o-maior-comprador-de-agrotoxicos-proibidos-na-europa/
 

Atividades que mais consomem água - https://brasilescola.uol.com.br/geografia/atividades-que-mais-consomem-agua.htm

A MIGRAÇÃO DO CAMPO PARA OS CENTROS URBANOS NO BRASIL: DA DESTERRITORIALIZAÇÃO NO MEIO RURAL AO CAOS NAS GRANDES CIDADES - http://www.congresso2017.fomerco.com.br/resources/anais/8/1502235198_ARQUIVO_fomerco_AMIGRACAODOCAMPOPARAOSCENTROSURBANOSNOBRASIL.pdf

 
Agrotóxicos proibidos na Europa são campeões de vendas no Brasil - https://reporterbrasil.org.br/2018/12/agrotoxicos-proibidos-europa-sao-campeoes-de-vendas-no-brasil/
 
 
 
Qual a contribuição do Brasil para as mudanças climáticas? E qual o perfil das emissões brasileiras? - https://ipam.org.br/entenda/qual-a-contribuicao-do-brasil-para-as-mudancas-climaticas-e-qual-o-perfil-das-emissoes-brasileiras/

Alguns documentários e vídeos quea a entender o Agronegócio e suas impactos para as mudanças climáticas e a vida humana, e sobre Agroecologia e Agrofloresta sintrópica:

Cowspiracy - A Conspiração da Vaca 

 


https://www.youtube.com/watch?v=sgj5Z9MZOaI 

 

O Mundo Segundo a Monsanto 


 

https://www.youtube.com/watch?v=sWxTrKlCMnk

  

Agrofloresta - agricultura recuperando o meio ambiente

 


https://www.youtube.com/watch?v=uSiuV0CkREM


Ser Tão Velho Cerrado


 



Agroecologia, Agrofloresta e PANC | Valdely Kinupp

 


https://www.youtube.com/watch?v=1H4ySHAJyB4

 

 E qualquer vídeo no Youtube com o Professor Antônio Donato Nobre, mas aqui vão alguns:

Sobre Teoria de Gaia, Mudanças climáticas e práticas regenerativas:


 
https://www.youtube.com/watch?v=FkDaQXlrHyA&t=64s

 

Córtex com Antonio Nobre. Mudança Climática e o Fim do Mundo Materialista
 
 
 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Vibração

Tudo no universo vibra, mesmo o que parece completamente parado, vibra num nível molecular... E com essa reflexão eu quero começar uma atualização aqui neste blog.

Eu nunca mudei tanto antes, ou de alguma forma me movi, como durante essa quarentena. E falo quarentena porque tenho realmente permanecido distante fisicamente de todas as pessoas, até das mais queridas, exceto é claro, do meu companheiro. Isso porque tenho essa possibilidade, de estudar de casa, e sem trabalhar, a não ser nas tarefas domésticas e atividades de manutenção de vida. Da nossa, e dos seres que aqui cuidamos. Que devo lembrar sempre, mesmo que eu não o faça bem e regularmente, é um trabalho válido e necessário.

Talvez pelo apoio recebido, do meu companheiro, meu terapeuta, professores, novos e velhos amigos... Talvez pela curiosidade e vontade de me encontrar na equação da vida. Tenho aprendido mais do que nunca! Reconhecido o que são problemas, e o que me fizeram enxergar como tal. Aceitar a vida como ela se apresenta é uma luta constante, mas se prova a coisa certa a se fazer, de novo e de novo. 

Claro que não estou falando de aceitar o que posso mudar, como esse desgoverno e esse adormecimento às questões urgentes que dizem respeito à manutenção da vida na Terra, e da Terra. Não, não isso, mas de coisas com as quais vale mais a pena acolher que lutar contra. Vale mais a pena aceitar que condenar e tentar mudar a todo custo, ou reprimir.

Cresci espiritualmente, de uma pessoa ateia, antes quase fanática, a alguém que entende que a vida em si é uma divindade, e que TUDO é vivo, dentro e ao redor de nós. 

Cresci, e continuo trabalhando para crescer mais, no meu relacionamento afetivo. Entendendo nossas limitações e necessidades. Estudando sobre como aprendemos a amar, e que cada um ama e se sente amado de forma diferente. E principalmente, que não se deve esperar que o outro te dê o amor que você se deve. 

Apesar dos golpes constantes, e talvez até por conta destes, minha vontade de estudar Agroecologia, e trabalhar com comunicação e educação ambiental só cresce, pois a necessidade se faz cada vez maior e mais presente. E tão urgente que está atrasada uns 30 anos...

E com isso, venho aqui apenas para recomendar palestras e entrevistas com o Professor Antônio Donato Nobre sobre Mudanças Climáticas, sobre a importância de se ouvir os povos tradicionais e seus conhecimentos a cerca da vida nesse organismo vivo que é a Terra, sobre a nossa desconexão com Ela, sobre em como chegamos aqui, e principalmente, do que precisamos fazer para parar de trabalhar contra a vida, e trabalhar em seu favor!

Primeiro uma pesquisa sobre o nome de Antônio Nobre no Youtube já te trará uma grande quantidade de vídeos de dimensões diferentes, mas riquíssimos em conteúdo e importância para o entendimento de nossa condição humana e dos processos que acontecem na natureza. Dos quais o ser humano "civilizado" precisou investigar para aprender, quando os povos e culturas tradicionais, que não perderam a conexão com a Terra, conheciam e sempre estiveram dispostos a partilhar generosamente com seus irmãos desconectados.

https://www.youtube.com/results?search_query=antonio+nobre

Programa Córtex, uma conversa em tempo real com o Antônio Nobre no INPE. Imperdível!

https://www.youtube.com/watch?v=_9-fia-bdlo

Entrevista (palestra?) sobre Mudanças climáticas e a Terra como organismo vivo e os estudos a respeito da mesma.

https://www.youtube.com/watch?v=FkDaQXlrHyA

Conversa entre Ailton Krenak e Antonio Nobre para reflexões sobre Gaia (Terra).

https://www.youtube.com/watch?v=ozOla97mP9Y

 Eu diria assistam todos, é o que estou fazendo aos poucos.

 Descobrir o trabalho dele, como divulgador científico, e uma pessoa que faz tantas conexões, tão inesperado para um cientista, mas muito alinhado com a visão sistêmica da Agroecologia como ciência, me deixou fascinada e estou vibrando desde então. Tenho a impressão que o norte que eu busco, está se estabilizando, e que eu só preciso colocar o pé no chão e começar a andar.

Que meus passos também possam inspirar outros. Que o "trabalho de formiguinha" , não seja visto de forma pejorativa como hoje, mas como uma ação válida e constante para o alcance coletivo do que se faz tão mais urgente e necessário a cada dia que passa, a cada decisão e ação de gigante que vão contra as regras de colaboração e diversidade da natureza. Porque sozinho o esforço é grande e dispendioso, mas juntos podemos mover o mundo!


quarta-feira, 6 de maio de 2020

Em busca de raiz

Já tive as mais diversas crises desde que essa pandemia se instaurou. O que tem mantido minha relativa sanidade é manter contato com os professores do meu curso, e algumas atividades aqui e acolá, meus encontros online com meu terapeuta, e minha contínua busca por conhecimento, em especial autoconhecimento.

Lendo sobre pós junguianos, me deparei com o James Hillman, e em seguida com a menção de Ecopsicologia pela primeira vez. Eu me entusiasmei por entender naquele instante, ser o casamento da psicologia com a ecologia, dois dos meus assuntos preferidos. 

Vi alguns vídeos do James Hillman falando a respeito, mas pra compartilhar essa novidade, eu precisava de conteúdo em português. Encorajada pela minha professora de Ética e meio ambiente, eu fui em busca. Não foi nada difícil encontrar bastante conteúdo, em forma de vídeo no Youtube, do psicólogo e teósofo brasileiro Marco Aurélio Bilibio. E até um site dedicado https://ecopsicologiabrasil.com/. De início eu estava fascinada, e vendo todos os vídeos de suas palestras e entrevistas. Agora eu to tentando agir com mais parcimônia e levar um tempo pra pensar a respeito do que ouvi. Já há alguns dias não vejo um inédito. No último vídeo seu é que notei, até pela fala dele, que, apesar da ecopsicologia ser um estudo recente, é centrada no conhecimento ancestral dos povos originários dos continentes invadidos, como também nas filosofias e religiões orientais, como o Taoismo, por exemplo. E por tanto, eu deveria me aprofundar nessas leituras e experiências. 

Antes de conhecer a Ecopsicologia, minha meta era ensinar Agroecologia, e assim enriquecer a vida das pessoas, com todas as possibilidades que a Agroecologia possibilita, tendo uma escola, ou mesmo ensinando em lugares diversos, mas definitivamente tendo um ambiente modelo. Agora tenho também a intenção de promover além do ensino ambiental, o bem estar humano, através da ecopsicologia, e dos conceitos de unidade com a mãe terra. E há a possibilidade, já que há cursos de formação, e até planos para um curso de pós-graduação. Não fosse a impossibilidade no momento, nem as incertezas, estaria me planejando pra seguir pra Brasília e aprender. Mas, tudo a seu tempo!

Daí, ontem o Youtube me sugeriu um documentário chamado "The Earthing Movie: The Remarkable Science of Grounding", e eu respondi assistindo. Inicialmente achei que seria sobre o processo degradação do planeta, eu não li nem o título inteiro. O vídeo começa seguindo um casal de cineastas e ativistas ambientais sofrendo as consequências por ter se exposto a um químico, enquanto gravavam sobre um grande vazamento de óleo. Depois, em busca de cura (ou melhora de vida) para a filhinha deles. E aí é que o filme realmente começa, nos contando a história de como, um dos autores do livro "Earthing: The Most Important Health Discover Ever" chegou a conclusão que usar sapatos nos isola do campo magnético da Terra, e nos inibe de trocar energia com nosso planeta, e de como isso é prejudicial para a nossa saúde.

É de se esperar que, no mundo atual, a ideia de que algo tão simples quanto ficar descalço possa melhorar nossa saúde é de, no mínimo se desconfiar. Mas como é fácil de testar, e se não há nenhum obstáculo, não haverá nenhuma contra indicação também (exceto em espaços urbanos). O intuito é ficar descalço, ou pelado se puder deitar no chão, e ter contato pele com terra, ou grama, ou pedra. Os autores do livro e adeptos da prática afirmam que esse ato tão simples tem poder de amenizar inflamações. E inflamações são as causas mais comuns dos sintomas que tendemos a tratar com remédios farmacológicos, sem ao menos saber sua causa. Um outro dado que recordei durante o filme, é que inflamações, seja onde for, estão ligadas à quadros de depressão.

Ontem mesmo experimentei ir a um lugar mais ou menos isolado do sítio, largar os chinelos e meditar de pé no chão e com a cara pro sol, debaixo das árvores. Foi delicioso, e eu me perguntei porque não é sempre assim que medito. Não sei se por consequência de ficar feliz com mais essa forma de reconectar com a terra, ou do ato em si, mas eu me senti mais calma e centrada ontem. E hoje, levantei mais cedo que o que costumo durante essa quarentena, e fui fazer algumas pequenas coisinhas pelo sítio. Mas eu precisava falar sobre isso com vocês, então passei um tempo fazendo outras amenidades, e agora estou aqui. 

Algumas palavras da minha professora de Ética e meio ambiente sobre propósito, e uns reflexos que fiz ao assistir o filme e perceber o processo que levou o Clint Ober a esse conceito da necessidade da conexão com a Terra, além da palestra no TED Talk do ativista e Jardineiroguerrilheiro, como ele se define, Ron Finley, que está mudando a saúde, os hábitos e a cara de sua comunidade na periferia de Los Angeles, me fizeram concluir que a experiência de cada indivíduo nessa Terra é única. Com elementos que não se repetirão da mesma forma em outra vida, e isso nos dá a possibilidade de enxergá-la e servi-la de forma única. Não pense que não há nada que possa fazer de bom. Como uma célula nesse organismo vivo, todos temos nosso próprio papel. Não abdique ao dever que é também o seu direito!

Vídeo do Youtube, entre palestras e entrevistas com o psicólogo e teósofo Marco Aurélio Bilibio:


Documentário Earthing no Youtube em inglês, não encontrei com legendas:

https://www.youtube.com/watch?v=44ddtR0XDVU&t=24s

TED Talk do jardineiro guerrilheiro Ron Finley com legendas:

https://www.youtube.com/watch?v=EzZzZ_qpZ4w


domingo, 8 de dezembro de 2019

Renda!

É fim de período no IFS. Questões que eu considerava um problema antes, já não me abalam tanto mais. Estou relativamente feliz, apesar de ser bombardeada com os absurdos que acontecem no Brasil, no mundo!

O otimismo vem de uma percepção, talvez não muito bem fundada, quase um desejo que não seja ilusão, de que as mudanças estão acontecendo, a passos lentos para a necessidade, sim, mas elas estão!

Sinto isso com o veganismo: agora há o que algumas pessoas estão chamando de "modinha" de pessoas adotando uma dieta a base de vegetais, ou mesmo se tornando veganas, militando e tudo. E enquanto isso, a indústria da carne parece desesperada para barrar isso, enquanto redes de fast food, indústria de frios, todos, criam pratos e produtos veganos. Talvez por conta do sucesso estrondoso desse tipo de produto. Por isso minha esperança. Geralmente o que acontece são algumas tentativas desesperadas de derrubar o novo, danosas e retrógradas, antes de notar que para sobreviver você deve evoluir também. Estou no aguardo!

O movimento agroecológico no cultivo de alimentos também está crescendo, apesar das iniciativas do nosso governo, por exemplo, de liberar geral agrotóxicos. Há um movimento crescente para fazer tudo de forma mais natural. Ao invés de pesticidas, controle biológico, que é o uso de extratos de plantas, a introdução de insetos (como a joaninha), ou o uso de microrganismos como fungos e bactérias em plantações para controlar, por assim dizer, outros organismos danosos àquela plantação. Além do advento de culturas mais voltadas para uma maior diversidade de espécies plantadas, e formas diferentes de plantá-las, como a Agrofloresta. E não só pra controlar "pragas" mas também na recuperação do solo. Sim, o solo, não a planta!

O solo é um organismo com vida, não só um espaço onde plantar os vegetais, e ele deve ser cuidado. Especialmente depois do que a monocultura e a pecuária fizeram às terras que foram desmatadas para uso. Tudo em busca da sustentabilidade! Essa é a palavra de ordem, mas não é a correta. Na crise que nos encontramos, nada mais é sustentável. Estou certa de que o que separa a população geral de uma alimentação mais rica e saudável é, principalmente o conhecimento. Existem até plantas tão adaptadas a solos pobres e falta de cuidado que, literalmente são tidas como "ervas daninhas", porém são comestíveis e nutricionalmente ricas, chamadas de PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais), outras são poderosas plantas medicinais. Seu alimento é o seu remédio, ou o seu veneno. Educar-se te dá o poder da escolher qual dos dois.
 
Movimentos como os LGBTQIAP+, que é resistente, resiliente, e apesar do sofrimento e ameaças, não está mais disposto a se calar. Todas as mulheres trans e travestis, todas as artistas drags na mídia, trazendo suas palavras, falando de seu sofrimento, mas também de seus desejos, sonhos. Hoje, crianças e jovens não héteros, e especialmente os não cis, podem se ver representados. E isso tem uma enorme diferença no desenvolvimento saudável dessas pessoas, e na possibilidade de que suas vidas não sejam repeteco de tanta gente que sofreu e ficou pelo caminho, se foram muito cedo, ou morreram em vida mesmo, vivendo algo que não era sua verdade. A gente sai do armário, a gente fala a nossa verdade, a gente enaltece umas às outras, pra que mais pessoas possam ser livres e felizes, e principalmente donas de sua própria história. Então estamos aqui pra dizer que amor é amor, e que gênero é um papel social. Que nada deve ser imposto, deixa tudo ao natural.

E um movimento tão importante, o feminismo, que luta pela equidade, que é um conceito difícil de entender, e por isso a confusão com o entendimento do feminismo como algo similar ao machismo. Não! A equidade de gênero se trata de uma correção na parcialidade do que é aceitável na sociedade tanto como dever ou direito da mulher. As mulheres não estão buscando nada além do que como ser humano lhe é de direito. O feminismo não é se impor sobre os homens, inferiorizá-los. É ser igual, partir das mesmas oportunidades, sem os obstáculos que se impõem exclusivamente ao gênero feminino. 
 
A ansiedade masculina perante ao potencial feminino, sua força, é conhecido e esperado. Nesse momento, como em outros que já passaram, há uma grande aversão, principalmente dos homens que se sentem ameaçados com a possibilidade de não ter mais poder sobre as mulheres de suas vidas, sejam suas companheiras, irmãs, filhas... E pessoalmente, considero que um medo também de ficarem sozinhos, de não serem tratados como especiais, pois não sabem dividir o poder. Ou talvez medo mesmo de que aconteça a eles, o que acontece às mulheres desde os primórdios. O que mais dói é a ignorância das mulheres machistas, manipuladas em geral, por uma sociedade viciada, e/ou por homens estúpidos ou intelectualmente desonestos e corruptos. E é por isso que o feminismo é um movimento que, sinto, é guarda-chuva para as lutas de todas as minorias. Dentro dele, a luta das mulheres negras. Num país em que as pessoas têm que se descobrir negras. Não por conta da miscigenação e uma falta de racismo. Mas pelo racismo velado, pela ideia de valor de características brancas. Tão danoso num país onde ainda é tão difícil fugir dos estereótipos. Difícil acessar educação sendo de periferia, com tantos obstáculos. Daí a importância da autoestima negra, periférica, feminina desse recorte do movimento.

Eu sei que toda essa visão positiva pode ser resultado da bolha em que me encontro. Mas eu to aqui fazendo meu papel, botando a cara ao sol, levantando questões e sendo eu mesma, sem pedir licença, sem pedir desculpas. Mas sem briga, que minha maneira de viver não é de embate, é de amor e tolerância. Dou o que espero pra mim. Lembro de um pensamento que diz que quando gritamos, mesmo quando nossos corpos estão próximos, é porque nossos corações estão distantes. 
 
Quero que meu coração esteja tão próximo aos demais, que eu só precise sussurrar!

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Manifesto

Senti a necessidade de vir aqui dar notícia do que tem se passado. Já que tanta coisa mudou em minha vida, principalmente em minha rotina. Ainda estou no início dessa grande transformação, é verdade. Mas o impacto dessa mudança tem reverberado em todos as áreas da minha vida. Se escrevesse esse texto semana passada, quando tive crises de ansiedade que levaram a uma crise de depressão forte, quando a minha perspectiva de tudo que está acontecendo era apenas negativa, esse texto estaria em termos menos otimistas. Que bom que escrevo agora, quando estou me sentindo mais esperançosa.

Apesar de tudo que está acontecendo, a nível mundial, nacional, e mesmo local, eu me sinto esperançosa, com grande ímpeto de estudar e trabalhar para realizar o que idealizei ao decidir voltar a estudar, e esse específico curso, que foi o único curso acadêmico que me fez desejar as salas de aula. Pode ser que esteja em uma leve mania essa semana, por isso quero registrar, pra lembrar em momentos mais sombrios, o que preciso para me mover:

Lembrar de ideias maiores do que meu ego, de problemas maiores que qualquer um que eu possa ter individualmente, e de que eu tenho um papel a cumprir como parte desse mundo. Que é de fazer o meu melhor, assim como deveríamos todos, para, não só viver de forma sustentável, mas ajudar a outras pessoas, a enxergarem e também fazerem o seu melhor, para quem sabe, deixarmos um mundo mais promissor para as futuras gerações, em oposição ao que temos hoje como promessa nebulosa de um não futuro. É não esmorecer com as batalhas perdidas, com as forças contrárias à nossa luta por igualdade, liberdade e progresso real. Nunca desistindo de resistir, e despertando mais pessoas para essa realidade de que sim, nós somos responsáveis por nosso destino, e não só temos direito a um futuro melhor, como dever de não cruzarmos os braços, mas arregaçar as mangas. Pois não há movimento sem ação! Enquanto há lutas políticas por interesses econômicos de curto prazo, e para poucos, devemos continuar focados na saúde do nosso planeta, da nossa relação com ele, nossa relação uns com os outros, e consequentemente, da nossa própria saúde. E para isso, andemos bravamente na direção contrária, pensemos a longo prazo e além de nós mesmos, lutemos pelo que acreditamos, e ao longo dessa jornada, que consigamos mais agentes para essa luta, que não é violenta, que não visa perda de lado algum, que só acrescenta, e que não fecha os olhos pra ninguém! De braços dados, trabalhemos por um MUNDO MELHOR PARA TODOS (sem exceção)!

Sugestões:

Assistam ao documentário "Ser Tão Velho Cerrado"
https://www.netflix.com/br/title/81038976

Leiam o livro (livre pra download) Agroflorestando o mundo de facão a trator
https://moodle.ufsc.br/pluginfile.php/1935293/mod_resource/content/1/agroflorestando-omundo.pdf

Leiam também Atenção Plena – Mark Williams
http://lelivros.love/book/baixar-livro-atencao-plena-mark-williams-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online/ e pratiquem meditar.

Se possível, façam terapia, mesmo que achem que não precisam.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Maneiras de se convencer a agir

Há anos venho dizendo que quero ser produtiva, mais amigável, enfim, mais viva! Bem recentemente, estava desesperada, não conseguia funcionar nem para coisas básicas. A internet, que sempre foi meu ponto de apoio e aprendizado, também é o meu vórtice de procrastinação. Anos e anos gastos pesquisando, lendo, vendo vídeos e tutoriais de como fazer de um a tudo. Nunca parando pra realmente me aprofundar em FAZER alguma coisa. Ao invés disso, me contentava em ver outros fazendo. Isso não é lógico! É preciso mudar!
Sempre fui muito autocrítica, e me encarregava de me estapear metaforicamente (e as vezes até literalmente) por coisas que deveria ter feito, e coisas que não deveria ter feito. Mas, estou tentando ser mais gentil comigo mesma. Parar de me criticar tanto, e me pré-ocupar tanto do futuro. Preceitos de mindfulness (meditação) que tenho aprendido e empreendido o quanto posso em minha vida. Mas talvez eu estivesse sendo muito gentil... Os princípios de mindfulness nos dizem pra não nos punir por termos nossos pensamentos desviados enquanto tentamos meditar, e nos guiar à concentração novamente. Bem, eu só não me punia, mas continuava a alimentar pensamentos monstros e hábitos horríveis, como procrastinar, reclamar de tudo e dormir o máximo de tempo que podia. A vida é o que a gente faz dela.
Outro conceito que sempre soou um alarme dentro de mim é o de self indulgence (ou autocomplacência), que significa sempre se perdoar e se gratificar. Pois bem, dar um tapinha nas próprias costas e continuar a fazer o mesmo erro é o que me deixa mal, cansei! Isso não quer dizer que não posso me perdoar, mas que ao me perdoar, eu me corrija, exatamente como funciona na meditação.
E é basicamente isso que tenho feito nos últimos dias. Estou torcendo pra ser uma daquelas resoluções de mudança de vida, e não só eu tendo mais uma crise de hipomania.

Mas, pra quem se importa, aí vão algumas metas recém pensadas (e algumas iniciadas):

  • Fazer agroecologia (agrofloresta, permacultura) - Porque é necessário, gratificante, e é mexendo na terra, vendo as plantas e árvores crescendo, as joaninhas, e insetos que nunca vi antes, pássaros e aves que nem conhecia... É assim que eu me sinto viva e bem. É quando to sentada, agachada ou ajoelhada no chão, reverenciando a mãe natureza, com a mão na terra, que olho pro céu e sinto aquela alegria enorme de viver que dá até vontade de chorar. A alegria da conexão com a natureza. O plus disso é ter alimento sem agrotóxico. Comer mais legumes, verduras e frutas, coisas que amo! E acredite, tudo é muito mais saboroso quando a gente mesmo que plantou, colheu e preparou. Isso sim é riqueza!

  • Ter uma vida social - Eu sei, eu estou engatinhando para ter relações saudáveis com familiares, amigos e conhecidos. E eu quero ter pessoas por perto. Quero poder ajudar pessoas também. 

  • Criar um negócio - Todos esses anos, e eu nunca senti necessidade de ganhar dinheiro. Sempre me contentei com pouco, e sempre fui muito insubordinada pra ter um trabalho formal, com patrão, obediência e tarefas. Eu poderia só cuidar aqui do sítio, dos bichos e das plantas e me dar por satisfeita. Apoiar quem gera renda numa família, também é trabalho, sem sombra de dúvidas. Mas eu quero ser independente financeiramente. Não porque me sinto obrigada. Mas porque quero ter renda também. Quero fazer coisas, as quais não acho correto tirar da renda única que temos para sobreviver, mas quero ter essas experiências, e quero promover certas coisas, e aí só com dinheiro mesmo. Já até estou pensando no que fazer. Por enquanto a ideia é um zigoto, mas é mais promissora do que as que tive no passado. Não me fará rica, tem potencial de agregar outras pessoas, e casa com o estilo de vida que venho conquistando aos poucos, e do qual falarei a seguir.

  • Sustentabilidade - Porque nós consumimos muito mais do que o planeta pode nos oferecer de forma saudável pra ele, e para todos os seres vivos que ele contém. É por isso que não dá mais para viver sem pensar nas consequências de nossas ações. E eu venho pensando muito sobre isso, e me martirizando a respeito. Mudando hábitos e atitudes. E é crescente. O que eu ainda não consegui fazer, tipo: parar de aceitar copos descartáveis, sacolas plásticas, canudo plástico, guardanapo, enfim, parar de gerar tanto lixo, é minha prioridade agora! É possível viver sem gerar nenhum lixo, reaproveitando TUDO, tudo mesmo! Mas, eu posso nunca chegar a esse nível, alguns sacrifícios podem ser demais pra mim. Mas certamente a maioria, nem é demais, e é até muito mais benéfico do que só usar algo sem me questionar sobre. Eu adoro reutilizar algo que iria pro lixo, ou ser a receptora de algo que não tinha mais serventia pra outra pessoa, criar algo útil de algo que iria prejudicar a natureza ou outras pessoas... Depois eu posso escrever sobre isso por aqui. Sobre nossas aventuras com compostagem e minimalismo, por exemplo.  
Torçam por mim!

P.S.¹: Ah, eu descobri que alguém lê esse blog (não só os bots do Google), como não sei se posso revelá-la aqui, vai ficar anônima. Mas vai minha gratidão pelas palavras generosas. Espero trazer algo útil pra outras pessoas além de mim mesma. Um beijo pra você que me lê!

P.S.²: Eu comecei a ler novamente o livro Atenção plena – Mindfulness: Como encontrar a paz em um mundo frenético de Danny Penman, Mark Williams. Eu acho que todo mundo deveria meditar, e eu acredito que um dia, todo mundo fará isso. Será primordial para a saúde, como academia e Yoga são hoje. Outras sugestões são os apps de meditação Head Space (não sei se tem em português) a voz dele é perfeita, aqui está o canal com animações fofas e o voiceover dele , só pra você ter uma noção e querer mais https://www.youtube.com/user/Getsomeheadspace, o app Cíngulo: Autoconhecimento, que mescla exercícios, meditação guiada e autoconhecimento para amenizar e ajudar em crises de ansiedade, estresse ou desanimo e o app Daylio: Diário - Controle de humor, uma forma super prática e simples de monitorar seu humor e manter um diário com atividades mostradas por símbolos que você mesmo escolhe, tudo é personalizável e prático. Todas essas dicas de quem recentemente ficou sem Android, e não sente falta nenhuma. To muito bem no mundo offline, e eventualmente usando o PC, na maior parte pra pesquisas e blogar mesmo.