Recentemente completei trinta anos. É uma idade considerável! Quando tinha metade disso, não achava que chegaria aos trinta nunca, tsc! Por muito tempo, também pensei ser algo negativo envelhecer. Bem, até aqui tem sido ótimo. Eu me sinto mais lúcida, menos preocupada com o que irão pensar de mim (e olha que já nem era tanto), e arranjei ótimos argumentos pra fazer as coisas que gosto, e que antes sentia culpa, como jogar videogame por exemplo. Eu tenho sucesso na área mais importante pra mim, meu relacionamento afetivo. Finalmente completamente bem resolvida e com alguém que me conhece, me entende, e por isso me ama. Aprendi muito sobre desapego, principalmente de aparências. Mas aprendi também o apego às facilidades e conveniências da vida moderna. Não vivo sem Lavadora, e teria problema em ficar sem panela de pressão elétrica (culpa do Edson que fica me convencendo sobre essas amenidades).
Uma das melhorias é sobre meu corpo e minha aparência física. Eu sempre fui bonita, mas sempre me desprezando, procurando os mínimos defeitos (virtualmente toda mulher ever!). Quanto desperdício de tempo e energia! Eu me sinto linda hoje. Vou falar sem falsa modéstia. Minha cara, meu corpo, meu cabelo, nada disso me incomoda mais. Eu me amo! E eu queria fazer upload pros cérebros de todas as meninas e mulheres que não se sentem assim. Sabe? Como uma atualização vital para os nossos sistemas. Claro, não só mulheres sofrem com isso. Mas a construção da imagem ideal dos homens é algo mais recente, eles estão começando a trilhar uma espiral de loucura que nós mulheres conhecemos desde cedo. Eu sinto uma liberdade que represento no corte de cabelo (que cabelo?), eu nunca fui muito de gostar de cuidar das madeixas. Sempre foi um saco pra mim, algo sem prazer, que me tirava a alegria de viver e causava ansiedade. Por isso hoje, passo a máquina mesmo! Sem dó e sem vergonha! Se você me vê por aí, pode notar minha felicidade, uma grande porcentagem dela tem a ver com os cabelos. Não acho que fico mais bonita por conta do cabelo cortado, eu me sinto assim MESMO com o cabelo cortado. Sei o que significa longos e bem cuidados cabelos em nossa sociedade. Cabelo é o símbolo da feminilidade. Muita gente acha que cortando, você deixa de ser mulher (no sentido de mulher desejável), por isso que, em geral, cortes como o meu são reservados para mulheres que passaram da menopausa, onde a maioria das mulheres parece se conformar com o fim de sua vida sexual. Ou eu estou analisando errado, e as mulheres depois da menopausa são maduras o suficiente e também não ligam para o que se espera delas? Tomara que seja isso, não me importo de estar errada. Antes que você se revolte comigo, não estou querendo aqui ditar o seu corte de cabelo. O ideal é que cada um faça consigo o que quer, e não o que os outros querem. Isso inclui o cabelo. Admiro todas as lindas garotas que resolvem assumir seu cabelo natural, crespo, com cachos, ondulados... Toda essa diversidade me deixa super feliz! Mas se você não tem a disciplina ou não gosta de seu cabelo natural, não importa, use-o como bem entender.
Sempre fui muito fiel aos meus princípios, no sentido de não me expressar de forma contrária ao que acredito, mesmo que isso possa me afetar. Se defendo algo, é porque considero que aquilo merece defesa. Quando eu era mais nova, achava que fazia isso porque eu era só uma chata. E tenho certeza que muita gente ainda pensa isso de mim. Mas hoje me orgulho de todas as bandeiras que levantei. Na minha vida, essas bandeiras continuam de pé. Eu não gosto de brigar, de negatividade... E considero que podemos alcançar tudo de forma pacífica, ouvindo e tentando entender as pessoas ao redor, mesmo as que estão no extremo oposto ao meu pensamento. De onde vem suas convicções? De onde ELA vem? E isso é muito importante hoje, no cenário de guerra em que vivemos.
Uma coisa negativa da vida adulta? A minha inabilidade de fazer e manter amigos! Não deve ser uma queixa só minha, imagino. Afinal, vivemos num mundo dividido, onde cada um defende seus ideais como torcedor de futebol, ou seja com paixão, sem parar pra ouvir o próximo, e quase sempre de forma violenta. E o pior é que todo mundo tem opinião sobre tudo! Isso não quer dizer de forma alguma que você não deva ter opinião, mas tenha de forma embasada. Estude o assunto, veja lados diferentes, analise e conclua por si mesma. Não saia repetindo discurso do primeiro que te convenceu. E não, você não precisa ter opinião sobre tudo, nem conhecer tudo. Isso é normal, e a gente vivia muito bem assim até ontem. E não precisa odiar quem pensa diferente de você. Não torne tudo uma guerra! As guerras não são vencidas por quem está certo, mas por quem tem mais poder para calar o outro. Mas por outro lado, não considerar alguém amigo só por conta de convívio e aceitação é um lado positivo. Eu romantizo muito a amizade, talvez. Porque pra mim, esse relacionamento é um dos que superam qualquer vínculo humano. Talvez por idealizar demais é que não tenho amigos. Mas pra mim, nesse quesito, ou oito ou oitenta. É sobre aceitação, amor e sacrifício. Como em tudo que vale a pena.
Ainda tenho um milhão de coisas a aprender, inclusive ávida por isso. Um monte de coisas para experimentar, vivenciar, descobrir, realizar... E mesmo com toda negatividade que vejo por aí, meu copo está meio cheio. Não poderia ser de outra forma. Como está o seu copo?
terça-feira, 21 de novembro de 2017
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
A vida infinita
O ser humano vive, em média, algumas décadas a mais que meio século, é um espaço de tempo breve comparado, vamos dizer, a existência da nossa espécie ou ainda, do nosso planeta. Talvez por isso a falta de preocupação com as consequências de nossos atos em vida. Quando a gente compra um refrigerante, não costumamos nem pensar sobre a consequência pro nosso corpo, de ingerir grandes quantidade de açúcar numa bebida, quem dirá sobre quanto tempo aquela garrafa PET irá existir como lixo após seu descarte. Ou mesmo para onde irá a sacola plástica que usamos para carregá-lo até em casa. Não é uma preocupação urgente como: não tocar no ferro quente pra não se queimar; ou não faltar ao trabalho para não ser despedido. Se não tem consequência agora, não deve fazer mal. É o que costumamos pensar. Outro pensamento é: sempre foi assim, não vou fazer diferente. Algum dia tudo vai ficar bem! Mas não fica.
Sem querer ser alarmista, e já sendo. Nós fazemos muito mal, a nós mesmos e ao planeta. E isso não é papo de ambientalista e amantes de plantinhas e bichinhos. Talvez nós tenhamos passado do tempo de reverter o mal que estamos fazendo ao meio ambiente. Desmatamento, poluição, extinção em massa de fauna e flora! Quando notaremos que não somos absolutos e independentes do restante da natureza? Mas que somos parte dela, e como parte que pode calcular os efeitos de nossas ações, podemos planejar para agir diferente do que estamos fazendo até agora. O planeta em que seus netos irão viver, será muito diferente do que ainda conhecemos. E tudo isso por ambição.
Grandes nomes estão envolvidos na extração de madeira e minerais no Brasil. Quase nunca de maneira responsável. Pelo contrário, a ideia é mais de tirar da terra tudo que se pode, sem medir consequências. Exploração na definição mais crua (e cruel) da palavra. Após, por exemplo, a derrubada da mata (quando legal), o que se segue, ao menos aqui no país, é a exploração agropecuária. Nesse processo, ignora-se os malefícios dos atos a longo prazo, pois o lucro monetário é mais urgente, e torna tudo isso viável. Quem decide se isso é possível, no nosso caso, são os órgãos federais responsáveis. Essas instituições têm seus cargos de chefia nomeados pelos políticos que elegemos. Esses políticos por sua vez, são os mesmos exploradores da terra. São mineradores, agro-pecuaristas ou estão ligados a essas atividades de alguma forma. Deixar pessoas assim regulamentarem seus próprios negócios, é como deixar ratos vigiando sua comida. E isso é apenas um dos aspectos sobre o qual podemos refletir. Na indústria acontece o mesmo!
Não precisamos ser eremitas veganos e viver em cavernas para não agredir o planeta. Podemos viver e consumir de forma mais consciente. Analisar nossas escolhas, quando nos é permitido. Podemos, e devemos também, exigir das figuras no poder, políticas mais inteligentes e de acordo com o melhor para todos, e para o futuro. E não o mais lucrativo para alguns. Tudo tem alternativa. Mesmo mais trabalhosa e/ou demorada. Mas certamente mais correta.
Andei pesquisando sobre permacultura, agrofloresta e agricultura sintrópica, como alternativa ao nosso modo comum de fazer agricultura. Que envolve desmatamento, queimadas, monoculturas em latifúndios, uso de pesticidas e fertilizantes químicos, dentre outros. E culminam em produção cada vez mais fraca, pragas mais resistentes, inclusive eliminando variações de espécie, como no caso da banana. E consequente esgotamento daquelas terras e seus mananciais de água (elemento essencial na produção de alimentos). O que todas essas palavras significam é uma maneira de aproveitamento da terra de forma mais consciente e inteligente. De uma melhor integração do ser humano e natureza. Sem que precisemos recorrer a práticas prejudiciais, e melhorando o lugar onde é trabalhado. E mais saúde, afinal nada de agrotóxicos e outros agentes que fazem mal ao nosso corpo. É comida de verdade, que podemos consumir sem medo de estar nos envenenando aos poucos, como acontece hoje.
Têm-se feito estudos com grandes produtores, e com sucesso. Como disse, não é fácil, mas muito recompensador, para o planeta, o produtor e nós que consumimos. Mas não é o mais lucrativo para as pessoas que podem decidir o nosso futuro. E que não pensam em ninguém, a não ser em dinheiro e poder, para si mesmas e seus pares. Por isso, muita gente está atuando por conta própria. Tomando as rédeas e agindo de acordo com o que consideram correto, e não só para elas, mas para todos. Altruísmo e amor ao planeta é o que essas pessoas têm em comum. Mas não só isso. Elas ainda conseguem ter atividades rentáveis. Tudo isso dá dinheiro! A diferença é que não custa o nosso futuro, e na verdade, acrescenta à natureza!
Aconselho pesquisar essas palavrinhas, e saber do trabalho das pessoas envolvidas. É lindo e inspirador!
Sobre Agricultura sintrópica e seu maior divulgador no Brasil: http://agendagotsch.com/
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
A resposta para todos os problemas do mundo
Quem não queria ter a resposta para todos os problemas do mundo?! Uma resposta simples, um método passo-à-passo, infalível que resolvesse tudo, e que nos deixasse, finalmente, viver em paz uns com os outros. A gente procura, nas ideologias políticas, nas religiões, na Academia. E o que encontramos são fragmentos do que pode vir a ser uma estrutura para uma sociedade melhor. Cada um de nós sabe o que precisamos como coletivo, porém, é nos processos que divergimos. Ultimamente, me deixa triste ver as pessoas discutindo problemas dos quais nada entendem, como discutem futebol. "Fulano e beltrano, um contra o outro, quem irá ganhar? Quem sairá humilhado pelo poder de retórica do adversário?" Quando o que deveríamos mesmo era ouvir um ao outro, sem briga, sem picuinhas. E perceber possíveis soluções nos argumentos alheios.
Não seja tolo de achar que um lado está completamente certo, e é detentor do cetro da verdade absoluta, isso não existe! Nós somos seres humanos, logo, falíveis! Nem computadores, ou mesmo deuses são isentos de erro. Você pode ter certeza de que algo irá dar certo, mas só a prática e o tempo podem confirmar isso.
Todos concordamos, por exemplo, que o sistema político brasileiro não está mais funcionando. Engessadas as engrenagens da "democracia" com uma camada grossa de sujeira e lama. Para ser um político relevante é necessário que aceite ser financiado pelo sistema privado, que por sua vez só consegue obter o sucesso que almeja, e facilitar sua gestão, financiando políticos, que uma vez eleitos, trabalharão em benefício deles.
Para estar a frente do país é necessário que se tenha a maioria a favor, e como isso pode acontecer? Fácil! Basta comprá-los, porque não há ninguém interessado em seus planejamentos políticos, cada um está interessado em si mesmo. E se fossem só os políticos! Quem reclama deles, não enxerga sua própria corrupção. Somos todos corruptos, e o que nos diferencia uns dos outros, na maior parte dos casos, é apenas a oportunidade. Quanto você estaria disposto a comprometer de sua felicidade em benefício dos outros (entendendo por outros, todas as pessoas fora do seu círculo social, que não são nem seus conhecidos)? Pois é! É natural que nos importemos apenas com os nossos parentes, amigos e conhecidos mais próximos, além de nós mesmos. Mas por quê? Por que vivermos como bandos separados? Porque ver quem pensa diferente como inimigo? Por que privar essas pessoas dos direitos que queremos para nós mesmos? Não somos, por fim, muito diferentes dos nossos antepassados, que não tinham se descoberto como indivíduos ainda, e matavam uns aos outros porque não sabiam cooperar para um bem comum, não sabiam dividir uma fonte de água ou de comida, ou mesmo melhores abrigos contra predadores... Nada mudou, não evoluímos nada, nem como humanos, ou brasileiros. O que me espanta, é que seres inteligentes que somos, não tenhamos conseguido perceber coisas tão simples.
sexta-feira, 14 de abril de 2017
A importância de aprender a se questionar
Lá para os idos de 2004 eu era uma garota de 17 anos com muitos interesses, e claro, nenhum conhecimento de nada do mundo, da internet (que começava a usar) e menos ainda de pessoas. Posso afirmar que como muitos adolescentes, me sentia super inteligente e "sábia", mas, vamos falar a verdade: eu era uma das pessoas mais ingênuas que você poderia ter conhecido. Acreditava em tudo, basicamente porque não questionava, não sabia questionar, e não sabia que precisava questionar. Portanto, como é de se esperar caí em promoções do tipo "você é o visitante de número sei lá quanto, e ganhou um milhão de reais", ainda existe isso? Fui expulsa de um grupo do Yahoo! sobre literatura vampiresca (não me julguem, isso foi aaaanos antes de Twilight) porque compartilhei uma corrente sobre o perigo de ser sequestrado e ter seus órgãos retirados de você para comercialização no mercado negro. Pois é... como disse: ingênua. Bem, se eu tivesse sido apenas expulsa, sem justificativa, talvez não tivesse começado a entender uma das maiores lições que devemos aprender na internet (na internet não, no mundo): não acredite em tudo que te dizem! O moderador daquele grupo me humilhou por conta desse erro de principiante, e aquilo não sairá jamais de minha mente. Já por volta de 2006, caí numa armadilha de um cara que tinha uma comunidade de "discussões" no Orkut (no caso desta, leia tretas mesmo). O assunto? Casamento homossexual, eu era a presa perfeita, sempre defensora dos direitos das minorias, uma criança que não sabia argumentar (na verdade, até hoje não sei) e que ficava muito nervosa em frente de preconceitos (ainda fico). Pois bem, o circo estava armado. O cara que foi meu oponente era alguém que se escondia por trás de um avatar genérico, nunca precisou revelar seu nome para me desmoralizar. Chorei por um mês inteiro por conta disso. Não só tinha perdido a argumentação para aquele ser movido a ódio, como tinha notado que tinha sido enganada mais uma vez. Pois tinha servido ao propósito do perverso dono daquela comunidade. E claro, ele mesmo era contra o casamento gay, e os gays em geral. Mais recentemente, alguém postou, já no Facebook, uma imagem com um procedimento de primeiros-socorros para cães, sugerindo que algum remédio deveria ser administrado em certo caso. Lembro de ter compartilhado, e ver meu mundo cair de novo, porque alguém me alertou que tal remédio nunca deveria ser administrado para animais, e essa pessoa tinha perguntado ao amigo veterinário. Fui enganada mais uma porção de vezes, tanto na internet como no mundo offline. O sentimento de vergonha e culpa por ser tão estúpida é inevitável nesses casos. Até pouco tempo essa ideia de questionar a tudo, não era algo enraizado em mim. Parece que quando essa ideia finalmente consegue seu caminho dentro de nossa vida, é um caminho sem volta. Você vai questionar tudo e todos, mas não por birra, é mais como um mecanismo de defesa. Eu realmente não gosto de ser enganada, ou de estar enganada. Servir a propósitos secretos de pessoas megalomaníacas, ou coisas do tipo, não faz meu estilo. Então, meu conselho é que tomem cuidado com o que compartilham, seja nas redes sociais, seja com pessoas do seu convívio. Além de poder estar sendo manipulado, ou só motivo de chacota para alguém, você pode mesmo estar prejudicando outras pessoas com informações erradas. Não ceda ao apelo da facilidade em clicar "compartilhar". Se você não vê porque alguém estaria mentindo para você sobre aquilo, não suponha automaticamente que aquilo, então, é verdade. Se acha que é realmente relevante, pesquise a respeito, não veja só uma linha de pensamento, tire suas próprias conclusões, e aí sim, se pensa que vale a pena, compartilhe com as pessoas que você acha que podem se interessar. Lembre-se que nem tudo é digno de ser passado adiante.
Alguns links para reflexão sobre um caso bizarro que ocorreu em 2014 com consequências catastróficas. Não leia se for uma pessoa sensível:
https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2014/05/07/mulher-foi-linchada-apos-oferecer-fruta-a-crianca.htm
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/dona-de-casa-espancada-apos-boatos-facebook-morre-hospital.html
Alguns links para reflexão sobre um caso bizarro que ocorreu em 2014 com consequências catastróficas. Não leia se for uma pessoa sensível:
https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2014/05/07/mulher-foi-linchada-apos-oferecer-fruta-a-crianca.htm
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/dona-de-casa-espancada-apos-boatos-facebook-morre-hospital.html
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Vamos às claras!
Ando refletindo sobre a necessidade social da mentira ultimamente. Quando me vejo, mais uma vez, convivendo com pessoas que mentem. Mentem para se proteger, para manipular (não de uma forma maquiavélica), ou apenas porque não sabe que o que fala é mentira.
É inquestionável que a vida em sociedade se tornaria impossível sem que pudéssemos esconder uns dos outros o que realmente pensamos, o que queremos, ou ainda o que fazemos. Eu, ainda que abomine mentir, preciso, vez ou outra usar desse artifício, quer para não magoar alguém com quem me importo, quer para tornar alguma situação favorável para a pessoa e para mim. Como disse, abomino e não me orgulho de forma alguma disso. Não sei se foi mais uma lição aprendida à força, ou se é algo genético. Mas tendo a ser assim, demasiadamente honesta. E isso também é um fardo. Sendo que tendo a falar o que penso, sem que me seja pedido. E muitas vezes isso só serve para machucar o interlocutor, e me deixar envergonhada do meu desserviço.
Penso agora na utilidade da verdade, assim como na utilidade do mentir. Quando solto a verdade na cara de alguém, assim crua e fria, neste momento, sempre imagino que estou lhe prestando um favor. Esta pessoa -penso eu- deve entender que, na minha opinião, o que ela fez não está certo, ou coisa do tipo. MAS QUEM DIABOS SOU EU PARA DIZER O QUE É CERTO A QUEM QUER QUE SEJA? Isso é o que eu deveria lembrar a mim mesma nesses momentos, antes de bater o arrependimento pela honestidade gratuita.
Outra coisa que me faz refletir bastante é que nem sempre quem mente, sabe que está a ludibriar alguém. Porque, primeiramente, está a enganar a si mesmo. Há um tempo atrás, sofria deste mal, além de tantos outros. Imaginava e criava vilões para minha história, algozes que só existiam na minha cabeça. Pessoas que no mundo real só queriam meu bem, eram transformados em monstros devoradores de sonhos. Naquela época, posso afirmar a quem me lê, eu não sabia que era a mim mesma a quem eu deveria temer. E era eu quem merecia umas boas verdades jogadas na cara. Ao estilo do que teimo em fazer agora com as pessoas que amo. Será que é uma forma de compensar?! Bem, só espero que eu tenha sapiência que nem sempre é necessário falar a verdade, e eu não preciso mentir também, é só fechar a boca. No final das contas, deixar com que o outro perceba seu erro, afinal, todo mundo tem seu próprio tempo pra isso (ou não).
Sabe uma coisa muito difícil e é quase impossível pra muita gente? Assumir os próprios erros! Mas a verdade em alguns casos pode ser o que se necessita. Por tanto, reflita se não é a melhor coisa a ser feita. Para mim é o que separa uma criança de um adulto. Infelizmente, vejo muita gente grande agindo como criança. E como eles se refletem na gente, temo que os pequenos de hoje, possam nunca aprender o valor da honestidade.
É inquestionável que a vida em sociedade se tornaria impossível sem que pudéssemos esconder uns dos outros o que realmente pensamos, o que queremos, ou ainda o que fazemos. Eu, ainda que abomine mentir, preciso, vez ou outra usar desse artifício, quer para não magoar alguém com quem me importo, quer para tornar alguma situação favorável para a pessoa e para mim. Como disse, abomino e não me orgulho de forma alguma disso. Não sei se foi mais uma lição aprendida à força, ou se é algo genético. Mas tendo a ser assim, demasiadamente honesta. E isso também é um fardo. Sendo que tendo a falar o que penso, sem que me seja pedido. E muitas vezes isso só serve para machucar o interlocutor, e me deixar envergonhada do meu desserviço.
Penso agora na utilidade da verdade, assim como na utilidade do mentir. Quando solto a verdade na cara de alguém, assim crua e fria, neste momento, sempre imagino que estou lhe prestando um favor. Esta pessoa -penso eu- deve entender que, na minha opinião, o que ela fez não está certo, ou coisa do tipo. MAS QUEM DIABOS SOU EU PARA DIZER O QUE É CERTO A QUEM QUER QUE SEJA? Isso é o que eu deveria lembrar a mim mesma nesses momentos, antes de bater o arrependimento pela honestidade gratuita.
Outra coisa que me faz refletir bastante é que nem sempre quem mente, sabe que está a ludibriar alguém. Porque, primeiramente, está a enganar a si mesmo. Há um tempo atrás, sofria deste mal, além de tantos outros. Imaginava e criava vilões para minha história, algozes que só existiam na minha cabeça. Pessoas que no mundo real só queriam meu bem, eram transformados em monstros devoradores de sonhos. Naquela época, posso afirmar a quem me lê, eu não sabia que era a mim mesma a quem eu deveria temer. E era eu quem merecia umas boas verdades jogadas na cara. Ao estilo do que teimo em fazer agora com as pessoas que amo. Será que é uma forma de compensar?! Bem, só espero que eu tenha sapiência que nem sempre é necessário falar a verdade, e eu não preciso mentir também, é só fechar a boca. No final das contas, deixar com que o outro perceba seu erro, afinal, todo mundo tem seu próprio tempo pra isso (ou não).
Sabe uma coisa muito difícil e é quase impossível pra muita gente? Assumir os próprios erros! Mas a verdade em alguns casos pode ser o que se necessita. Por tanto, reflita se não é a melhor coisa a ser feita. Para mim é o que separa uma criança de um adulto. Infelizmente, vejo muita gente grande agindo como criança. E como eles se refletem na gente, temo que os pequenos de hoje, possam nunca aprender o valor da honestidade.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
O que todo mundo sabe, mas finge não saber (a respeito da corrupção)
Acho graça das respostas de políticos e empresários envolvidos em escândalos de corrupção no Brasil. Sempre negam, não importa se o pegaram com a mão no bolo e a boca cheia e suja. Como se apenas negar já o absolvesse instantaneamente.
O que indigna é que não importa o quanto o ato de corrupção seja um fato conhecido e corriqueiro, é quase impossível fazer com que alguém, que descaradamente roubou o dinheiro de todos nós brasileiros, pague por isso. São tantos recursos, tantas brechas, e eles ainda podem usar e abusar de suas influências (inclusive no judiciário) e do espólio de nosso suor para pagar sua defesa.
Somos um país de gente acostumada a baixar e menear a cabeça quando atingidos por injustiças. Melhor, fazemos piada! Afinal, todos nós contra um punhado de poderosos inalcançáveis, insuperáveis. Que alegam que podem fazer o que bem entendem, pois possuem dinheiro, possuem linhagem, e/ou possuem nosso aval (através da "vontade do povo" refletida nas urnas), são portanto, legitimados a nos possuírem.
Somos pessoas miseráveis vivendo num país riquíssimo, de onde esses poderosos conseguem extirpar até o último recurso, seja ele natural ou fruto da nossa labuta, sem nenhum sentimento de culpa ou medo de que tudo isso possa acabar de vez.
A impunidade parece a única coisa confirmada, num país que elege tantos políticos reconhecidamente corruptos. Onde a frase "rouba, mas faz" é aceitável e desejável até, melhor do que o que só rouba.
É lamentável que mesmo com o que está vindo às claras nesse últimos tempos (que não deve ser da missa a metade, como dizem), nós já tão habituados a aceitar que tudo acabe em pizza. Estejamos conformadamente esperando a conta, afinal, somos nós que pagaremos por mais esse banquete. Aliás, já estamos pagando.
Imagino que por trás de todos esses escândalos exista alguém (possivelmente um grupo de pessoas) muito poderoso com interesse de que seja de conhecimento geral todos esses casos de mal uso de nossos recursos e/ou do poder que designamos cegamente aos que nos representam. Mas, com que intuito? Será interesse político de derrubar os que estão desfrutando do poder agora, para então ascender ao poder (simples demais né?)? Será que é um plano elaborado para nos distrair de algo muito maior e assombroso? Será que é só mais um faz de conta nessa terra-de-ninguém? Bem, vamos torcer para que não se tenha nenhum objetivo obscuro e que se esteja mesmo querendo fazer justiça, mesmo que seja o mais improvável.
Só nos resta fazer um esforço. Reivindicar imparcialidade. E educar ao nosso povo a praticar e valorizar mais a honestidade, e se reconhecer não só como mais um número nas urnas, mas como recurso para poder melhorar sua vida, e o lugar onde vive: o mundo!
E com isso finalizo com a conclusão que todo mundo já sabe: a solução está na educação! E não estou falando da vida escolástica exclusivamente. Falo principalmente de uma educação política, que desestigmatize a política. Algo que faz parte do nosso dia-a-dia. E que é o que torna nossa vida em sociedade possível.
O que indigna é que não importa o quanto o ato de corrupção seja um fato conhecido e corriqueiro, é quase impossível fazer com que alguém, que descaradamente roubou o dinheiro de todos nós brasileiros, pague por isso. São tantos recursos, tantas brechas, e eles ainda podem usar e abusar de suas influências (inclusive no judiciário) e do espólio de nosso suor para pagar sua defesa.
Somos um país de gente acostumada a baixar e menear a cabeça quando atingidos por injustiças. Melhor, fazemos piada! Afinal, todos nós contra um punhado de poderosos inalcançáveis, insuperáveis. Que alegam que podem fazer o que bem entendem, pois possuem dinheiro, possuem linhagem, e/ou possuem nosso aval (através da "vontade do povo" refletida nas urnas), são portanto, legitimados a nos possuírem.
Somos pessoas miseráveis vivendo num país riquíssimo, de onde esses poderosos conseguem extirpar até o último recurso, seja ele natural ou fruto da nossa labuta, sem nenhum sentimento de culpa ou medo de que tudo isso possa acabar de vez.
A impunidade parece a única coisa confirmada, num país que elege tantos políticos reconhecidamente corruptos. Onde a frase "rouba, mas faz" é aceitável e desejável até, melhor do que o que só rouba.
É lamentável que mesmo com o que está vindo às claras nesse últimos tempos (que não deve ser da missa a metade, como dizem), nós já tão habituados a aceitar que tudo acabe em pizza. Estejamos conformadamente esperando a conta, afinal, somos nós que pagaremos por mais esse banquete. Aliás, já estamos pagando.
Imagino que por trás de todos esses escândalos exista alguém (possivelmente um grupo de pessoas) muito poderoso com interesse de que seja de conhecimento geral todos esses casos de mal uso de nossos recursos e/ou do poder que designamos cegamente aos que nos representam. Mas, com que intuito? Será interesse político de derrubar os que estão desfrutando do poder agora, para então ascender ao poder (simples demais né?)? Será que é um plano elaborado para nos distrair de algo muito maior e assombroso? Será que é só mais um faz de conta nessa terra-de-ninguém? Bem, vamos torcer para que não se tenha nenhum objetivo obscuro e que se esteja mesmo querendo fazer justiça, mesmo que seja o mais improvável.
Só nos resta fazer um esforço. Reivindicar imparcialidade. E educar ao nosso povo a praticar e valorizar mais a honestidade, e se reconhecer não só como mais um número nas urnas, mas como recurso para poder melhorar sua vida, e o lugar onde vive: o mundo!
E com isso finalizo com a conclusão que todo mundo já sabe: a solução está na educação! E não estou falando da vida escolástica exclusivamente. Falo principalmente de uma educação política, que desestigmatize a política. Algo que faz parte do nosso dia-a-dia. E que é o que torna nossa vida em sociedade possível.
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terça-feira, 3 de novembro de 2015
Hino dos cafajestes
Meses depois de se tornar uma tarefa tida como impossível, lembro da música espontaneamente enquanto assistia à entrevista do Mario Sergio Cortella ao Gentili. Antes, em vão recorri ao google, sem nenhuma memória de letra ou nome da banda, só o sentido, e claro, não obtive sucesso algum. Mas, assim que o Cortella lembrava de letras das músicas do Ultraje, me vem a letra acompanhada da marchinha, e pronto! E quantos canalhas mais ainda há!
Hino dos Cafagestes - Ultraje a Rigor
Nós, os cafajestes do Brasil
temos como missão cafajestar
queremos nossas esposas prá chifrar
e o povo prá enganar
Filhos nos quatro cantos do Brasil
pensões que nós deixamos de pagar
contamos com o respaldo popular
em qualquer lugar
Canalhas!
em qualquer posto dessa nossa sociedade
os cafajestes do Brasil
podem viver com toda liberdade
Música que dá o título a esse post: http://letras.mus.br/ultraje-a-rigor/76481/
Entrevista com o grande Filosofo Cortella (e um milhão de piadas ensaiadas e sem graça do Gentili e seus colegas): https://www.youtube.com/watch?v=UoQ8CvaYHBw
Hino dos Cafagestes - Ultraje a Rigor
Nós, os cafajestes do Brasil
temos como missão cafajestar
queremos nossas esposas prá chifrar
e o povo prá enganar
Filhos nos quatro cantos do Brasil
pensões que nós deixamos de pagar
contamos com o respaldo popular
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podem viver com toda liberdade
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Entrevista com o grande Filosofo Cortella (e um milhão de piadas ensaiadas e sem graça do Gentili e seus colegas): https://www.youtube.com/watch?v=UoQ8CvaYHBw
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